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CONTABILIDADE

Nova lei contábil aquece o setor de auditoria



Apesar de as grandes empresas de auditoria do País, PriceWaterhouseCoopers, Ernst Young, KPMG e Deloitte Touche Tohmatsu - as chamadas Big Four, com 60% do mercado - estarem otimistas com as mudanças que a nova lei contábil trará ao País, esperando crescimento de até 30% na receita este ano, quem ganha mesmo são as companhias de segunda camada, como BDO Trevisan, Terco Grant Thorton e Baker Tilly, afinal são para elas que a maioria dos novos clientes irão recorrer.
A nova lei contábil obriga as empresas de médio porte com ativos superiores a R$ 240 milhões ou receita acima de R$ 300 milhões a divulgar, a partir e 2010, seus balanços corroborados por auditorias independentes, e são esses os clientes que deverão impulsionar os negócios no setor. Segundo especialistas ouvidos pelo DCI, este ano será marcado por transformações que vão acirrar a disputa entre as grandes empresas de auditoria, que terão uma maior concorrência com a ascensão dessas concorrentes menores. Nas últimas décadas, essas companhias têm conquistado uma fatia maior do mercado, e neste ano, a participação de cada uma deverá crescer em ritmo acelerado.
No caso da Baker Tilly Brasil, cuja matriz está localizada em Londres, o presidente, Osvaldo Roberto Nieto, credita 30% dos 45% de crescimento estipulado para este ano aos novos clientes conquistados graças à convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões utilizados globalmente definidos pelos International Financial Reporting Standards (IFRS). ´´Nosso crescimento neste ano será sustentado primordialmente pela conquista de novos clientes por conta desse novo nicho de mercado formado por empresas que serão auditadas e os outros 15% devido ao aumento do trabalho de consultoria relacionado a esta migração´´, detalhou Nieto.
O impacto da Lei nº 11.638, promulgada no final de 2007, vai atingir principalmente as empresas que estão abaixo das chamadas 500 maiores empresas brasileiras, consideradas de médio e grande porte, um dos focos de atuação das auditoras instaladas no País.
A maioria dos 890 clientes da unidade brasileira da Baker Tilly enquadram-se neste perfil, o que explica a expectativa de crescimento vultoso para a empresa.
Entre PriceWaterhouseCoopers, Ernst Young, KPMG e Deloitte Touche Tohmatsu - as maiores empresas globais do setor -, a expectativa é de que os negócios também recebam um impulso. Para Fernando Alves, CEO para o Brasil da PriceWaterhouseCoopers, ´´o procedimento de adaptação deverá acarretar um incremento de 5% no volume de trabalho. Isso é positivo para auditores, pois traz a necessidade de os dados serem validados por um auditor independente´´.
A empresa, que atua no Brasil há 93 anos, registrou um crescimento de 24% em 2007, e para este ano, estima manter esta média. Como reflexo no aumento de trabalho, a PriceWaterhouseCoopers vai contratar 600 novos profissionais entre 2008 e 2009.
O posicionamento da Ernst Young será de ataque. De olho nas possibilidades de ganhar mais mercado, a multinacional aposta na captação de novos clientes para sustentar sua taxa de crescimento, calculada em 30% para o ano em curso. ´´Estamos prospectando clientes e conversando a respeito dos IFRS, mas ainda não sabemos o quanto será atribuído a essa nova fatia do mercado´´, afirmou Sérgio Citeroni, sócio de Auditoria da empresa.
Impacto diluído
Para a KPMG, já houve um impacto, mas ele está diluído. ´´Fechamos 2007 com faturamento de R$ 404 milhões, 30% a mais que o ano anterior, e para 2008, a meta é crescer em média 20%´´, contou Pedro Melo, sócio de Auditoria da empresa.
A previsão de Edimar Facco, sócio de Auditoria da Deloitte, é de que o mercado se aqueça 10%. O executivo é mais comedido, e não vislumbra um aumento tão considerável nos negócios, assim como não vê muita alteração na rotina de trabalho dos auditores. Ele lembra que o boom das empresas para abertura de capital, ocorrido a partir de meados de 2003, abriu as portas para o mercado de auditoria.
Transparência
Além de facilitar a entrada de aportes estrangeiros no País, com a harmonização da contabilidade brasileira aos padrões IFRS, a convergência evidenciará um importante aspecto em relação às empresas: transparência.
Com a Lei nº 11.638, considerada um divisor de águas na atividade contábil, as companhias serão mais transparentes em relação a seus acionistas, sociedade e governo. ´´A necessidade de transparência, aliada às exigências internacionais, fará com que o mercado amadureça. A exigência de mais informações qualitativas nos balanços vai auxiliar na competição entre as empresas que desempenham atividades no mesmo ramo´´, pontuou Sérgio Citeroni, sócio de Auditoria da Ernst Young.
Panorama
O mercado de contabilistas, composto por um universo que ultrapassa o número de 67 mil empresas especializadas na área no País, comemora o aquecimento nos negócios registrado durante o ano de 2007, que culminou em um faturamento bruto de R$ 2,14 bilhões em 2007. A perspectiva para este ano é de um incremento de 4,5% neste valor, chegando a R$ 2,23 bilhões, segundo a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas.
A boa performance da economia, que injetou otimismo nas empresas e nos executivos brasileiros, a disponibilidade de financiamento nas instituições de crédito internacionais e o boom de empresas que abrem o seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo são considerados pelos contabilistas os principais impulsores deste desempenho acentuado.


Fonte: DCI






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