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MEIO AMBIENTE

Congresso homenageia líder ambientalista Chico Mendes



Deputados, senadores e representantes dos governos federal e do Acre participaram nesta quarta-feira de sessão solene do Congresso em homenagem ao líder sindical e ambientalista Chico Mendes, assassinado em 22 de dezembro de 1988 em Xapuri.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) observou que falar do líder seringueiro é relembrar momentos de emoção e dor, mas também de sonhos. Ela leu um bilhete escrito por Chico Mendes pouco antes de seu assassinato.

"Atenção jovens do futuro! Seis de setembro do ano de 2120. Aniversário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade e pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade. Aqui, fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte. Desculpem, eu estava sonhando quando escrevi esses acontecimentos que eu mesmo não verei, mas tenho o prazer de ter sonhado", diz o texto.

Momento tenso
Chico Mendes foi protagonista de um momento tenso da história do Acre, a transição da economia extrativista para a pecuária, afirmou o deputado Nilson Mourão (PT-AC).

"Ele se interpôs nesse meio, percebendo com clareza que aquele processo conduzia ao desastre ambiental, econômico e cultural da nossa região. E, por essas idéias, deu a sua vida", disse.

Para Mourão, Chico Mendes foi uma espécie de profeta, que pregava no deserto. "Mas logo foi compreendido pelos seus amigos seringueiros, depois pela juventude, pelos intelectuais, pela igreja; e as suas idéias foram levadas à frente."

Grandeza e firmeza
Amiga e parceira do sindicalista na luta pela preservação da floresta, a senadora Marina Silva (PT-AC), uma das autoras do requerimento de homenagem, lembrou que há 20 anos apenas um pequeno grupo de pessoas apoiava a luta ambientalista.

"Hoje, temos as duas casas do Congresso reunidas, três ministros de estado, todos reconhecendo nesta homenagem a grandeza e a firmeza dos propósitos de Chico Mendes".

Entre os amigos do movimento dos seringueiros à época, Marina Silva citou o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a atriz Lucélia Santos e o então senador norte-americano Al Gore que, à época do crime, viajou ao Acre para prestar solidariedade à família e aos companheiros de Chico Mendes.

Anistia política
Os ministros Carlos Minc, Tarso Genro, da Justiça, e Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, chamaram a atenção para o fato de que a violência continua a ser usada ainda hoje contra os defensores da Floresta Amazônica.

Minc destacou a habilidade de Chico Mendes de congregar pessoas em torno de seus objetivos. Tarso Genro anunciou que no próximo dia 10, no Acre, a Comissão de Anistia fará o julgamento do pedido da família de Chico Mendes para considerá-lo anistiado político.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também autor do pedido de homenagem, propôs uma vigília do Congresso em defesa da preservação da Floresta Amazônica e da soberania brasileira sobre a região.

Também discursaram em homenagem a Chico Mendes os deputados Chico Alencar (PSol-RJ), Fernando Melo (PT-AC) e Zenaldo Coutinho (PSDB-PA). A viúva do ambientalista, Izalmar Mendes, seus filhos, o fundador da Aliança pelos Povos da Floresta, Ailton Krenak, e o ex-governador do Acre Jorge Viana participaram da sessão.

Fonte: Agência Câmara






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